Os primeiros psicólogos que, nos finais do século XIX, trabalharam no domínio da inteligência estavam sobretudo interessados em criar testes que pudessem ter aplicação prática na medição da inteligência, deixando de lado as questões teóricas acerca da natureza da inteligência.
Neste sentido, a inteligência era apenas definida operacionalmente em termos dos testes construídos para a medir. O que quer que os testes medissem, considerava-se ser a "inteligência". Alfred Binet, criador do primeiro teste de inteligência, terá mesmo afirmado: "Inteligência é aquilo que o meu teste mede".
• A escala de Stanford-Binet
Em 1895, A. Binet e Henri Simon publicaram um artigo em que se declaravam preparados para medir a inteligência através de um teste que incluía tarefas de memória, imaginação, atenção, compreensão e outras funções mentais. Propunham-se não apenas medir rigorosamente a inteligência, como também determinar as diferenças de nível intelectual existentes entre os indivíduos.
• A primeira escala métrica de inteligência de Binet-Simon é construída e usada em 1905, em França, quando o ministro da Instrução Pública considera necessário identificar as crianças com atraso intelectual, para que fossem colocadas em classes especiais de aprendizagem.
O teste é constituído por diferentes subtestes organizados por idades, e a cotação é feita em termos de idade mental, que correspondia à média dos desempenhos de crianças com a mesma idade cronológica.
A uma criança com seis anos que realizasse as tarefas dos subtestes estipulados para essa idade era atribuída a idade mental de seis anos, pelo que era considerada normal.
Se uma criança de oito anos apenas realizasse as tarefas dos testes específicos para crianças de seis anos, tinha uma idade mental de seis anos, pelo que se considerava que possuía um nível intelectual inferior ao normal.
Se uma criança de cinco anos fosse capaz de realizar testes específicos para crianças de seis anos, era considerada como possuindo inteligência superior ao normal.
Este teste foi posteriormente sujeito a estudos de revisão para o adaptar a países de outras línguas, nomeadamente de língua inglesa, e para padronizar a idade mental (I.M.) própria de cada faixa etária. Este trabalho foi realizado pela primeira vez em 1916 por Lewis Terman e outros psicólogos da universidade de Stanford, pelo que o teste passou a ser conhecido como a escala de Stanford-Binet.
Com a revisão liderada por Terman, o resultado do desempenho dos indivíduos nos testes passou a ser expresso em termos de quociente de inteligência (Q. I.).
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Inteligências Múltiplas
A sociedade ocidental sempre enfatizou a inteligência e o desenvolvimento intelectual. Prova disto é o conceito do QI-Quociente Intelectual, que desde o início do século é considerado uma medida respeitável do potencial do indivíduo. Tudo parece ter começado em 1900, quando Alfred Binet, Psicólogo francês, foi chamado para desenvolver uma medida de predição do sucesso escolar de crianças das primeiras séries. Surgiu o Teste de QI e esta moda parisiense logo chegou aos Estados Unidos. O maior entusiasmo com a medida aconteceu na primeira guerra mundial, quando o instrumento foi utilizado para medir a inteligência dos soldados e em seguida, aplicada na população em geral. Aqueles que obtêm pontos acima de 130 são considerados superdotados.
Howard Gardner, professor e pesquisador norte americano, após muitos anos de estudos vêm desafiando a tese da inteligência única, e propôs, inicialmente, a existência de pelo menos sete inteligências. Ele propõe um novo conceito de inteligência: a capacidade para resolver problemas ou elaborar produtos que sejam valorizados pela comunidade. O mesmo acredita que a inteligência tem muitas facetas diferentes, tendo todas igual valor ou prioridade, embora muitas culturas insistam em privilegiar algumas delas.
Na ótica de Gardner, profissões diferentes requerem habilidades específicas, cabendo à escola e à família ajudarem as pessoas a se encaixarem em ocupações adequadas ao seu estilo particular de inteligência. Em sua obra "Inteligências Múltiplas - A teoria na prática", da Editora Artes Médicas, o autor apresenta as seguintes competências:
Inteligência Lógico Matemática
É dentre todas a mais pesquisada e a mais avaliada nos testes de QI. Relaciona-se, por exemplo, à capacidade de manejar habilmente longas cadeias de raciocínio; elaborar perguntas que ninguém fez; conceber problemas e persistir em levá-los adiante.
Inteligência Lingüística
Manifesta-se no uso da linguagem verbal; na sensibilidade ao significado das palavras; pela capacidade de seguir regras gramaticais e usar a linguagem para convencer, estimular, transmitir informações ou simplesmente agradar.
Inteligência Corporal Cinestésica
Permite resolver problemas e elaborar produtos utilizando o corpo inteiro ou parte dele. Dançarinos, cirurgiões e atletas mostram esta capacidade.
Inteligência Musical
Destaque dos músicos, cantores, compositores, maestros. É, provavelmente, o talento que surge mais cedo, e mostra relação com muitas outras inteligências, entre elas a lingüística, a matemática e a corporal cinestésica.
Inteligência Espacial
Permite formar modelos mentais, manobrá-los e operar com eles. Engenheiros, escultores, cirurgiões plásticos, por exemplo, dependem desta inteligência para atuarem com êxito.
Inteligência Intrapessoal
É a capacidade de formar um conceito verídico sobre si mesmo. Permite o acesso aos próprios sentimentos, nomear emoções e reorientar o comportamento.
Inteligência Interpessoal
Permite compreender as outras pessoas, entender o que as motiva e como trabalham. Possibilita ainda inferir o estado de ânimo, o temperamento e as intenções do outro. Professores, políticos, terapeutas, por exemplo, dependem muito dela.
Inteligência Pictórica ou Pictográfica
Habilidade para desenhar.
"Inteligência" Espiritual Existencial
Responsável pela necessidade do homem fazer perguntas sobre si mesmo, sua origem e seu fim. Está ainda em estudo, sendo considerada uma meia inteligência, por preencher apenas quatro dos oito requisitos avaliados para assegurar a existência da inteligência.
Inteligência Naturalista Ecológica
Entender o mundo da natureza. Pessoas com preocupação naturalista são muito preocupadas com as questões da natureza mundial. Essas pessoas apresentam preocupações com a fauna e a flora, encabeçando muitas vezes movimentos de defesa à natureza.
Todos têm um repertório e uma capacidade próprios para lidar com os diversos tipos de problemas. Cada papel cultural requer uma combinação específica de inteligência. Por exemplo, tocar violino requer tanto a inteligência musical, quanto a corporal cinestésica. A dança demanda as inteligências interpessoal, musical, corporal e cinestésica. Deveriam ser formados especialistas em avaliação - pessoas sensíveis e capazes de compreender as capacidades e os interesses dos alunos. Sua função é expor a pessoa a situações suficientemente complexas, que permitam verificar qual inteligência o indivíduo explora e demonstra maior maestria. É importante, também, que estes especialistas identifiquem, o mais cedo possível, as fraquezas e contribuam para a superação das mesmas. Mais importante que classificar a pessoa é ajudá-la a aperfeiçoar-se.
Howard Gardner, professor e pesquisador norte americano, após muitos anos de estudos vêm desafiando a tese da inteligência única, e propôs, inicialmente, a existência de pelo menos sete inteligências. Ele propõe um novo conceito de inteligência: a capacidade para resolver problemas ou elaborar produtos que sejam valorizados pela comunidade. O mesmo acredita que a inteligência tem muitas facetas diferentes, tendo todas igual valor ou prioridade, embora muitas culturas insistam em privilegiar algumas delas.
Na ótica de Gardner, profissões diferentes requerem habilidades específicas, cabendo à escola e à família ajudarem as pessoas a se encaixarem em ocupações adequadas ao seu estilo particular de inteligência. Em sua obra "Inteligências Múltiplas - A teoria na prática", da Editora Artes Médicas, o autor apresenta as seguintes competências:
Inteligência Lógico Matemática
É dentre todas a mais pesquisada e a mais avaliada nos testes de QI. Relaciona-se, por exemplo, à capacidade de manejar habilmente longas cadeias de raciocínio; elaborar perguntas que ninguém fez; conceber problemas e persistir em levá-los adiante.
Inteligência Lingüística
Manifesta-se no uso da linguagem verbal; na sensibilidade ao significado das palavras; pela capacidade de seguir regras gramaticais e usar a linguagem para convencer, estimular, transmitir informações ou simplesmente agradar.
Inteligência Corporal Cinestésica
Permite resolver problemas e elaborar produtos utilizando o corpo inteiro ou parte dele. Dançarinos, cirurgiões e atletas mostram esta capacidade.
Inteligência Musical
Destaque dos músicos, cantores, compositores, maestros. É, provavelmente, o talento que surge mais cedo, e mostra relação com muitas outras inteligências, entre elas a lingüística, a matemática e a corporal cinestésica.
Inteligência Espacial
Permite formar modelos mentais, manobrá-los e operar com eles. Engenheiros, escultores, cirurgiões plásticos, por exemplo, dependem desta inteligência para atuarem com êxito.
Inteligência Intrapessoal
É a capacidade de formar um conceito verídico sobre si mesmo. Permite o acesso aos próprios sentimentos, nomear emoções e reorientar o comportamento.
Inteligência Interpessoal
Permite compreender as outras pessoas, entender o que as motiva e como trabalham. Possibilita ainda inferir o estado de ânimo, o temperamento e as intenções do outro. Professores, políticos, terapeutas, por exemplo, dependem muito dela.
Inteligência Pictórica ou Pictográfica
Habilidade para desenhar.
"Inteligência" Espiritual Existencial
Responsável pela necessidade do homem fazer perguntas sobre si mesmo, sua origem e seu fim. Está ainda em estudo, sendo considerada uma meia inteligência, por preencher apenas quatro dos oito requisitos avaliados para assegurar a existência da inteligência.
Inteligência Naturalista Ecológica
Entender o mundo da natureza. Pessoas com preocupação naturalista são muito preocupadas com as questões da natureza mundial. Essas pessoas apresentam preocupações com a fauna e a flora, encabeçando muitas vezes movimentos de defesa à natureza.
Todos têm um repertório e uma capacidade próprios para lidar com os diversos tipos de problemas. Cada papel cultural requer uma combinação específica de inteligência. Por exemplo, tocar violino requer tanto a inteligência musical, quanto a corporal cinestésica. A dança demanda as inteligências interpessoal, musical, corporal e cinestésica. Deveriam ser formados especialistas em avaliação - pessoas sensíveis e capazes de compreender as capacidades e os interesses dos alunos. Sua função é expor a pessoa a situações suficientemente complexas, que permitam verificar qual inteligência o indivíduo explora e demonstra maior maestria. É importante, também, que estes especialistas identifiquem, o mais cedo possível, as fraquezas e contribuam para a superação das mesmas. Mais importante que classificar a pessoa é ajudá-la a aperfeiçoar-se.
Questionário
POSSUI INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?
Se for academicamente inteligente, conseguirá, muito provavelmente, vir a ser alguém profissionalmente reconhecido, usufruindo de uma boa posição social. Isto não lhe garantirá, porém, o êxito na vida afectiva, nem que venha a ser feliz.
Para alcançar a felicidade, requer-se o tipo de inteligência que não se adquire com os estudos, mas com um trabalho constante sobre a própria personalidade. Desejo que o seguinte questionário sirva para o orientar acerca do seu grau de inteligência e lhe indique os aspectos nos quais deveria trabalhar mais. Se os resultados não forem muito positivos, recorra aos seus pais ou a um profissinal indicado. Certamente o ajudarão, com a sua experiência e conhecimentos, a resolver os seus problemas.
1. QUANDO ESTÁ TRISTE POR CAUSA DE ALGUMA CONTRARIEDADE TEM TENDÊNCIA PARA:
a) Falar do que o preocupa e recomeçar as actividades habituais.
b) Dar continuidade às actividades como se nada fosse.
c) Fechar-se no quarto.
2. SE ESTIVER A VER UM FILME COM UMA GRANDE CARGA EMOCIONAL, MOSTRA-SE:
a) Muito expressivo, isto é, chora, ri ou zanga-se com naturalidade, conforme as cenas.
b) Controla-se porque se envergonha de exprimir o que sente, mas só diante de determinadas pessoas. c) Fala sem parar.
3. OS SEUS AMIGOS PROPÕEM-LHE, NUM SÁBADO, IR COM ELES À DISCOTECA, MAS QUER ANTES IR AO CINEMA:
a) Esforça-se por os convencer de que a sua ideia é melhor.
b) Vai onde eles querem porque não se atreve a contrariá-los.
c) Vai onde eles querem, mas fica toda a tarde mal-humorado.
4. QUANDO O ELOGIAM POR ALGUMA QUALIDADE, POR EXEMPLO: «ESTÁS TÃO GIRO! ESTÁS CADA VEZ MAIS ALTO!» QUAL É A SUA REACÇÃO?
a) Aceita e agradece.
b) Fica mudo e corado.
c) Pergunta, de si para si, o que quererão dizer com isso.
5. SE NECESSITA DE ALGUM FAVOR:
a) Pede-o sem pensar muito.
b) Só o pede a pessoas da família. c) Nunca pede favores.
6. QUANDO ALGUÉM O OFENDE:
a) Procura compreender quais terão sido as razões.
b) Fica zangado e di-lo. c) Fica bloqueado, sentindo-se imediatamente culpado.
7. SE UM AMIGO SE MOSTRA TRISTE AO PÉ DE SI, CHEGANDO INCLUSIVAMENTE A CHORAR:
a) Chora com ele porque o compreende muito bem.
b)Faz companhia ao amigo sem dizer nada.
c) Não pode suportar o choro dos outros.
8. SE ESTIVER NUM ELEVADOR COM DESCONHECIDOS:
a) Suporta perfeitamente o silêncio.
b) Põe-se a ler ou tenta distrair-se, pensando em qualquer coisa.
c) Sente um grande mal-estar e põe-se a falar, nem que seja do tempo.
9. OS NOVOS COMPANHEIROS DE ESTUDOS DEIXAM-NO DE LADO NO RECREIO:
a) Toma a iniciativa e aproxima-se para falar com eles, perguntando-lhes pelas suas preferências.
b) Pensa que é questão de tempo e que depois o admitirão.
c) Começa a pensar em mudar de estabelecimento de ensino no ano seguinte.
10. ALGUNS DOS COMPANHEIROS FAZEM TROÇA DO SEU PENTEADO:
a) Ri-se com eles porque acha engraçados os seus comentários.
b) Fica profundamente magoado, mas dissimula-o. c) Responde-lhes agressiva e ironicamente.
Se for academicamente inteligente, conseguirá, muito provavelmente, vir a ser alguém profissionalmente reconhecido, usufruindo de uma boa posição social. Isto não lhe garantirá, porém, o êxito na vida afectiva, nem que venha a ser feliz.
Para alcançar a felicidade, requer-se o tipo de inteligência que não se adquire com os estudos, mas com um trabalho constante sobre a própria personalidade. Desejo que o seguinte questionário sirva para o orientar acerca do seu grau de inteligência e lhe indique os aspectos nos quais deveria trabalhar mais. Se os resultados não forem muito positivos, recorra aos seus pais ou a um profissinal indicado. Certamente o ajudarão, com a sua experiência e conhecimentos, a resolver os seus problemas.
1. QUANDO ESTÁ TRISTE POR CAUSA DE ALGUMA CONTRARIEDADE TEM TENDÊNCIA PARA:
a) Falar do que o preocupa e recomeçar as actividades habituais.
b) Dar continuidade às actividades como se nada fosse.
c) Fechar-se no quarto.
2. SE ESTIVER A VER UM FILME COM UMA GRANDE CARGA EMOCIONAL, MOSTRA-SE:
a) Muito expressivo, isto é, chora, ri ou zanga-se com naturalidade, conforme as cenas.
b) Controla-se porque se envergonha de exprimir o que sente, mas só diante de determinadas pessoas. c) Fala sem parar.
3. OS SEUS AMIGOS PROPÕEM-LHE, NUM SÁBADO, IR COM ELES À DISCOTECA, MAS QUER ANTES IR AO CINEMA:
a) Esforça-se por os convencer de que a sua ideia é melhor.
b) Vai onde eles querem porque não se atreve a contrariá-los.
c) Vai onde eles querem, mas fica toda a tarde mal-humorado.
4. QUANDO O ELOGIAM POR ALGUMA QUALIDADE, POR EXEMPLO: «ESTÁS TÃO GIRO! ESTÁS CADA VEZ MAIS ALTO!» QUAL É A SUA REACÇÃO?
a) Aceita e agradece.
b) Fica mudo e corado.
c) Pergunta, de si para si, o que quererão dizer com isso.
5. SE NECESSITA DE ALGUM FAVOR:
a) Pede-o sem pensar muito.
b) Só o pede a pessoas da família. c) Nunca pede favores.
6. QUANDO ALGUÉM O OFENDE:
a) Procura compreender quais terão sido as razões.
b) Fica zangado e di-lo. c) Fica bloqueado, sentindo-se imediatamente culpado.
7. SE UM AMIGO SE MOSTRA TRISTE AO PÉ DE SI, CHEGANDO INCLUSIVAMENTE A CHORAR:
a) Chora com ele porque o compreende muito bem.
b)Faz companhia ao amigo sem dizer nada.
c) Não pode suportar o choro dos outros.
8. SE ESTIVER NUM ELEVADOR COM DESCONHECIDOS:
a) Suporta perfeitamente o silêncio.
b) Põe-se a ler ou tenta distrair-se, pensando em qualquer coisa.
c) Sente um grande mal-estar e põe-se a falar, nem que seja do tempo.
9. OS NOVOS COMPANHEIROS DE ESTUDOS DEIXAM-NO DE LADO NO RECREIO:
a) Toma a iniciativa e aproxima-se para falar com eles, perguntando-lhes pelas suas preferências.
b) Pensa que é questão de tempo e que depois o admitirão.
c) Começa a pensar em mudar de estabelecimento de ensino no ano seguinte.
10. ALGUNS DOS COMPANHEIROS FAZEM TROÇA DO SEU PENTEADO:
a) Ri-se com eles porque acha engraçados os seus comentários.
b) Fica profundamente magoado, mas dissimula-o. c) Responde-lhes agressiva e ironicamente.
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